Tana Nano 2 - o mercado
Leio na internet que o Tata Nano, o mais barato do mundo, já está com sua distribuição marcada na Europa, iniciando pela Itália. É que a Tata tem acordo com a Fiat para distribuição de carros em conjunto no mundo todo. Aliás, a picape média da Fiat feita na Argentina na verdade terá mecânica Tata, assim como o carro compacto da Tata vendido na Índia é uma versão local do Palio.
Tudo isso para dizer o seguinte: se o Nano vai ser vendido na Itália pela Fiat, eu dou no máximo uns dois anos, talvez nem isso, para as duas, Fiat e Tata, venderem o Nano no Brasil. Faria todo sentido: o carrinho custa bem menos que qualquer outro, portanto nem mesmo o Uno Mille seria afetado pelas suas vendas, a Tata conseguiria atingir rapidamente todo o mercado brasileiro, garantindo peças de reposição na rede Fiat e a Fiat poderia associar-se a um potencial inimigo, garantindo mercado nos carros de baixo preço e preparando-se para a invasão chinesa.
Qual seria o mercado do Nano? Claro que ele não seria o primeiro carro de uma família, mas o substituto da moto. Portanto, acredito que o Nano teria duas opções: ser o segundo ou o terceiro carro da família na grande cidade, para fugir dos engarrafamentos e rodízio, como em SP, mas teria um outro mercado: substituir o jegue e a moto no interior do país, como transporte popular.
Radam Tata, o fundador da empresa, imaginou o Nano quando viu famílias inteira andando de moto na Índia; pai, mão, filhos e compras se equilibrando precariamente em motonetas em meio a carros e vacas nos tráfego infernal das cidades indianas. Imaginou um pequenino carro que pudesse ser barato como uma moto, mas que pelo menos levasse a família e as compras. Pois no Nordeste brasileiro, o bom e velho jegue foi substituído nos micro cidades do interior pela CG 125 da Honda, levando a cenas parecidas como a da Índia. O Nano seria a opção ideal para esse transporte em áreas semi-rurais, desde que bem barato e de manutenção ultra-simples.
Com o acordo Tata-Fiat, prepare-se: vc verá, e provavelmente terá, um Nano no Brasil antes do que se pensa.
Tudo isso para dizer o seguinte: se o Nano vai ser vendido na Itália pela Fiat, eu dou no máximo uns dois anos, talvez nem isso, para as duas, Fiat e Tata, venderem o Nano no Brasil. Faria todo sentido: o carrinho custa bem menos que qualquer outro, portanto nem mesmo o Uno Mille seria afetado pelas suas vendas, a Tata conseguiria atingir rapidamente todo o mercado brasileiro, garantindo peças de reposição na rede Fiat e a Fiat poderia associar-se a um potencial inimigo, garantindo mercado nos carros de baixo preço e preparando-se para a invasão chinesa.
Qual seria o mercado do Nano? Claro que ele não seria o primeiro carro de uma família, mas o substituto da moto. Portanto, acredito que o Nano teria duas opções: ser o segundo ou o terceiro carro da família na grande cidade, para fugir dos engarrafamentos e rodízio, como em SP, mas teria um outro mercado: substituir o jegue e a moto no interior do país, como transporte popular.
Radam Tata, o fundador da empresa, imaginou o Nano quando viu famílias inteira andando de moto na Índia; pai, mão, filhos e compras se equilibrando precariamente em motonetas em meio a carros e vacas nos tráfego infernal das cidades indianas. Imaginou um pequenino carro que pudesse ser barato como uma moto, mas que pelo menos levasse a família e as compras. Pois no Nordeste brasileiro, o bom e velho jegue foi substituído nos micro cidades do interior pela CG 125 da Honda, levando a cenas parecidas como a da Índia. O Nano seria a opção ideal para esse transporte em áreas semi-rurais, desde que bem barato e de manutenção ultra-simples.
Com o acordo Tata-Fiat, prepare-se: vc verá, e provavelmente terá, um Nano no Brasil antes do que se pensa.

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