PSA e Fiat juntos?
Não pode ser coincidência: um dia depois do presidente da Fiat, Sergio Machionni ter dito que a empresa é pequena demais para continuar sozinha e ele mesmo espera que num futuro próximo existam apenas 6 fabricantes mundiais de automóveis, o jornal de Milão diz que há conversas avançadas entre o grupo PSA, que detém as marcas Peugeot e Citroen e a Fiat para uma possível fusão: o assunto estaria até sendo tratado entre os presidentes italiano e francês, já que ambas as empresas são elementos centrais na economia dos dois países e também verdadeiros símbolos nacionais.
A fusão dos dois grupos faria sentido: ambos são grupos de porte médio, num mundo cada vez mais dominados por grupos de grande porte: GM, Ford, VW, Renault-Nissan, Toyota, Hyundai são megas conglomerados industriais que englobam várias marcas, fábricas no mundo todo, presença global. Com a crise mundial fica evidente como é importante uma marca ser global, pois se há perdas de vendas em alguns mercados, outros podem compensar tais perdas. Além do mais, há a evidente necessidade de competitividade em qualidade, o que demanda enormes investimentos em desenvolvimento de novos produtos e ao mesmo tempo margens de lucro menores devido à concorrência. E por último: a questão "verde" que vai dar a direção do carro do futuro, exigindo enorme esforço na criação de novas tecnologias menos poluentes, caras de serem pesquisadas.
Os dois grupos de porte médio tem grande presença em seus países, relativamente discretos fora deles. Juntos, PSA e Fiat podem explorar melhor novos mercados, como China, Índia, Rússia. E o Brasil ?
No Brasil, a Fiat tem sua segunda maior operação, perdendo só para a Itália. O país é ultra-estratégico para ela, e na prática, a Fiat só não foi comprada até agora pela força do Brasil na empresa, pois se fosse só pelo mercado italiano ela já teria sido engolida faz tempo. Ao mesmo tempo, Peugeot e Citroen tem marcado boa presença no mercado daqui, embora com volumes de venda muito inferiores. Caso a fusão ocorra, e tem tudo para ocorrer, o mercado brasileiro seria afetado. A Fiat iria se distanciar de vez da VW, assumindo a liderança inconteste no mercado brasileiro. Por outro lado, as linhas de produtos, hoje concorrentes, deveriam ser compatibilizadas. O grupo PSA soube bem trabalhar suas duas marcas no Brasil, pois embora 206/207 e C3 sejam carros mecanicamente idênticos, têm personalidades diferentes. Os futuros projetos em conjunto iriam ter que combinar essas diferenças. Por enquanto, nada muda, já que ambas as empresas têm seus próprios projetos: a Fiat está prestes a lançar um novo palio em 2010 e os franceses acabam de lançar um novo 207 e um novo C3. Mas é de esperar que, caso a fusão ocorra, carros possam trocar de marca. Daqui há alguns anos poderemos ver um "Uno mille peugeot" ou um "207 fiat".
A fusão dos dois grupos faria sentido: ambos são grupos de porte médio, num mundo cada vez mais dominados por grupos de grande porte: GM, Ford, VW, Renault-Nissan, Toyota, Hyundai são megas conglomerados industriais que englobam várias marcas, fábricas no mundo todo, presença global. Com a crise mundial fica evidente como é importante uma marca ser global, pois se há perdas de vendas em alguns mercados, outros podem compensar tais perdas. Além do mais, há a evidente necessidade de competitividade em qualidade, o que demanda enormes investimentos em desenvolvimento de novos produtos e ao mesmo tempo margens de lucro menores devido à concorrência. E por último: a questão "verde" que vai dar a direção do carro do futuro, exigindo enorme esforço na criação de novas tecnologias menos poluentes, caras de serem pesquisadas.
Os dois grupos de porte médio tem grande presença em seus países, relativamente discretos fora deles. Juntos, PSA e Fiat podem explorar melhor novos mercados, como China, Índia, Rússia. E o Brasil ?
No Brasil, a Fiat tem sua segunda maior operação, perdendo só para a Itália. O país é ultra-estratégico para ela, e na prática, a Fiat só não foi comprada até agora pela força do Brasil na empresa, pois se fosse só pelo mercado italiano ela já teria sido engolida faz tempo. Ao mesmo tempo, Peugeot e Citroen tem marcado boa presença no mercado daqui, embora com volumes de venda muito inferiores. Caso a fusão ocorra, e tem tudo para ocorrer, o mercado brasileiro seria afetado. A Fiat iria se distanciar de vez da VW, assumindo a liderança inconteste no mercado brasileiro. Por outro lado, as linhas de produtos, hoje concorrentes, deveriam ser compatibilizadas. O grupo PSA soube bem trabalhar suas duas marcas no Brasil, pois embora 206/207 e C3 sejam carros mecanicamente idênticos, têm personalidades diferentes. Os futuros projetos em conjunto iriam ter que combinar essas diferenças. Por enquanto, nada muda, já que ambas as empresas têm seus próprios projetos: a Fiat está prestes a lançar um novo palio em 2010 e os franceses acabam de lançar um novo 207 e um novo C3. Mas é de esperar que, caso a fusão ocorra, carros possam trocar de marca. Daqui há alguns anos poderemos ver um "Uno mille peugeot" ou um "207 fiat".

0 Comments:
Post a Comment
<< Home