Cruze: a resposta à crise.

Eis o carro mundial da GM, o Cruze, mostrado no Salão de Paris, sob a marca Chevrolet.
Como sabemos, a GM está passando por uma crise intensa (interessante, crise e Cruze são palavras parecidas....) e está tentando se reinventar. O Cruze apesar do estilo americano, é um carro com porte de sedan japonês, mas com padrão de motorização europeu... um carro mundial pra valer. Seu porta malas é curto, ao estilo Civic, e suas motorizações são compactas, 1.6 e 1.8, com amplas possibilidades de motores flex, híbridos e elétricos. Sua marca estilística é bem americana, resgatando a marca Chevrolet, que hoje, dentro do amplo guarda-chuva de marcas da GM é a que mais cresce e se fortalece, inclusive fora dos EUA.
O Cruze, e isso foi confirmado por um executivo da GM européia, virá para o Brasil. Pelo porte mais compacto, não deverá "matar" o Vectra, mas será um candidato forte a incomodar os japoneses Corolla e Civic, pois tem tecnologia embarcada de alto nível, coisa que o jurássico Vectra oferece pouco. Um mata o outro ? Na estratégia da GM, o que importa é vender carros, não apenas um carro só, ou seja, vale tudo, incluindo oferecer vários modelos dentro de um mesmo segmento e mesma faixa de preço. Basta ver que Prisma, Corsa Sedan e Classic disputam o mesmo mercado, com faixas de preços levemente diferentes. O Cruze deverá ser o primeiro lançamento de uma leva de 20 modelos novos que a GM vai trazer para o Brasil, entre importados e nacionais, o que inclui o projeto Viva, com toda uma nova família de carros, e o recente Captiva.
A GM vai se reinventar mesmo: não à toa sua nova propaganda institucional fala isso mesmo: " nós reinventamos caminhos". Principalmente os dela própria como companhia.

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