E não é que ela está com a bola toda mesmo ?
Pois bem, a Fiat REALMENTE está com a bola toda: esta semana, depois de pelo menos dois desmentidos oficiais nos últimos quinze dias, o presidente da Fiat encontrou-se com o Ministro Alemão das Finanças para comunicar, oficialmente, que está sim interessado na compra da Opel, braço europeu da GM.
As conversas avançam sigilosamente, pois para a Alemanha, a Opel é estratégica: emprega milhares de pessoas num país que tem um dos maiores custos trabalhistas do mundo. Ao mesmo tempo, a Opel , empresa centenária, é orgulho nacional no país que adora carros e os fabrica com perfeição psicótica. "Matar" a Opel, vendo-a entrar numa massa falida da GM americana seria algo que iria tocar não apenas nos bolsos dos desempregados e do governo alemão, com o equivalente tombo do PIB que uma empresa dessas quando fecha traz, mas seria igualmente uma punhalada no coração alemão: estamos falando de uma fábrica de carros, não de biscoitos.
Há outra interessada na empresa: a Magna, grupo canadense de autopeças. Nada impede aliás que haja uma aliança entre Fiat e Magna, o que aliás convém ao governo alemão, que quer salvar a empresa sem precisar torrar alguns bilhões de euros com isso.
A Opel é uma empresa competitiva: tem projetos modernos para qualquer mercado do mundo (estranhemente, a GM nunca levou seus carros para os EUA, onde poderiam enfrentar de igual para igual os japoneses em qualidade e design) e está vendendo pouco por questões de mercado em crise, não por questões estruturais como as que afetam a GM americana. Um comprador da Opel levaria junto não só uma marca, como a Fiat fez com a Chrysler, marca amada nos EUA mas com carros medíocres e estruturas produtivas arcaicas, mas um centro de engenharia de altíssimo nível, fábricas ultraprodutivas e projetos updated em qualquer mercado desenvolvido do mundo: basta dar uma checada no site da opel em
http://www.opel.de
o problema da compra da Fiat pela Opel é outro: a marca tem 4 fábricas na Alemanha, uma na Espanha, a maior delas aliás de onde sai o seu produto de maior volume na Europa, o Corsa, e uma na Inglaterra. A Fiat com certeza vai fechar fábricas, já que haverá sobreposição de modelos e excesso de produção. Qual das fábricas vai ser fechada ? Ganha uma viagem à Espanha quem acertar...
O governo espanhol vai chiar, mas não vai levar: a Opel, sendo italiana, voltará a ser alemã, o que nunca deixou de ser, mesmo sendo americana... a Fiat nem pensa em fechar fábricas na Alemanha, afinal o governo alemão poderia, por mero acaso, "melar' o negóicio caso não haja um compromisso formal, e secreto, de mantê-las abertas por lá. Portanto, Inglaterra e Espanha podem perder suas fábricas ou vê-las diminuir de tamanho, mas a aliança Opel-Fiat, se sair de fato, vai tornar o grupo o maior montador de carros da Europa, ultrapassando a VW e o segundo do mundo, encostando na Toyota.
Fica uma última dúvida: e a GM Brasil ? é uma filiar lucrativa, com projetos modernos (para nosso mercado) e boa estrutura produtiva, enxuta e moderna. A GM Brasil usa projetos próprios e projetos da Opel: não seria o próximo passo da Fiat em abocanhar mercados nesta crise?
Pois é: ela está sim com a bola toda mesmo.
As conversas avançam sigilosamente, pois para a Alemanha, a Opel é estratégica: emprega milhares de pessoas num país que tem um dos maiores custos trabalhistas do mundo. Ao mesmo tempo, a Opel , empresa centenária, é orgulho nacional no país que adora carros e os fabrica com perfeição psicótica. "Matar" a Opel, vendo-a entrar numa massa falida da GM americana seria algo que iria tocar não apenas nos bolsos dos desempregados e do governo alemão, com o equivalente tombo do PIB que uma empresa dessas quando fecha traz, mas seria igualmente uma punhalada no coração alemão: estamos falando de uma fábrica de carros, não de biscoitos.
Há outra interessada na empresa: a Magna, grupo canadense de autopeças. Nada impede aliás que haja uma aliança entre Fiat e Magna, o que aliás convém ao governo alemão, que quer salvar a empresa sem precisar torrar alguns bilhões de euros com isso.
A Opel é uma empresa competitiva: tem projetos modernos para qualquer mercado do mundo (estranhemente, a GM nunca levou seus carros para os EUA, onde poderiam enfrentar de igual para igual os japoneses em qualidade e design) e está vendendo pouco por questões de mercado em crise, não por questões estruturais como as que afetam a GM americana. Um comprador da Opel levaria junto não só uma marca, como a Fiat fez com a Chrysler, marca amada nos EUA mas com carros medíocres e estruturas produtivas arcaicas, mas um centro de engenharia de altíssimo nível, fábricas ultraprodutivas e projetos updated em qualquer mercado desenvolvido do mundo: basta dar uma checada no site da opel em
http://www.opel.de
o problema da compra da Fiat pela Opel é outro: a marca tem 4 fábricas na Alemanha, uma na Espanha, a maior delas aliás de onde sai o seu produto de maior volume na Europa, o Corsa, e uma na Inglaterra. A Fiat com certeza vai fechar fábricas, já que haverá sobreposição de modelos e excesso de produção. Qual das fábricas vai ser fechada ? Ganha uma viagem à Espanha quem acertar...
O governo espanhol vai chiar, mas não vai levar: a Opel, sendo italiana, voltará a ser alemã, o que nunca deixou de ser, mesmo sendo americana... a Fiat nem pensa em fechar fábricas na Alemanha, afinal o governo alemão poderia, por mero acaso, "melar' o negóicio caso não haja um compromisso formal, e secreto, de mantê-las abertas por lá. Portanto, Inglaterra e Espanha podem perder suas fábricas ou vê-las diminuir de tamanho, mas a aliança Opel-Fiat, se sair de fato, vai tornar o grupo o maior montador de carros da Europa, ultrapassando a VW e o segundo do mundo, encostando na Toyota.
Fica uma última dúvida: e a GM Brasil ? é uma filiar lucrativa, com projetos modernos (para nosso mercado) e boa estrutura produtiva, enxuta e moderna. A GM Brasil usa projetos próprios e projetos da Opel: não seria o próximo passo da Fiat em abocanhar mercados nesta crise?
Pois é: ela está sim com a bola toda mesmo.

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